Apresentações
Antes de continuar a produção do blog eu quero fazer uma apresentação para que vocês possam entender os relatos e até o nome do Blog.
Eu sou Andréa e estou com 42 anos de idade, sou a filha caçula de meus pais, antes de mim eu tenho um irmão quatro anos mas velho que eu e outro irmão de coração oito anos mais velho. Sou graduada em Psicologia desde 2014 e especialista em Arteterapia desde 2016.
Não saberia dizer quando nasceu o meu desejo de estudar Psicologia, demorei 10 anos para ingressar a universidade. No segundo ano da faculdade eu tive o primeiro contato com Arteterapia e desde então meu maior desejo era concluir a graduação para iniciar a especialização e assim aconteceu e assim que concluir meus estudos precisei me dedicar aos cuidados da minha mãe. Até tentei conciliar os trabalhos externos e os cuidados mas não foi possível.
Em 2018 parei com minhas atividades para me dedicar aos cuidados dela. A princípio foi muito difícil porque eu sempre trabalhei e estudei, além de estar envolvida com diversas outras atividades. Diante disso eu acabei adoecendo, desenvolvi depressão e foi um período muito duro porque eu precisei cuidar da minha saúde, da casa e da saúde da minha mãe.
Minha mãe está 69 anos de idade e em 2016 foi submetida a algumas avaliações de investigação de Alzheimer. A princípio ela trocava os nomes das pessoas e/ou não as reconhecia e dizia que a dificuldade era resultado das cataratas que tinhas em seus olhos. As cirurgias aconteceram e mesmo assim ela já não mais reconhecia as pessoas.
Pouco a pouco, após sua aposentadoria, aos 60 anos, ela foi ficando mais "apagadinha". Ela trabalhava como encarregada de limpeza, tinha uma vida social ativa. Saia para bailes, cultivava algumas amizades mas com o tempo tudo isso foi acabando... E muitas das coisas que eram interessantes para ela foi deixando de ser, como o cultivo das plantas. Que vou arriscar em dizer que sempre foi sua maior paixão.
(Minha casa atual é essa com uma árvore na frente
A casa com a fachada branca foi a primeira casa em que morei
após o ventre quentinho da minha mãe. rsss)
Nós nos mudamos para a casa onde moramos quando eu estava com aproximadamente 6 anos de idade e é sobre o jardim dessa casa que farei referências nos meus relatos.
(Na nossa casa anterior minha mãe já cultivava jardim)
Com o entristecimento, minha mãe deixou até de cuidar das suas plantinhas então eu comecei a aprender para cuidar delas também.
Iniciei os cuidados tirando os matinhos e todas as vezes que ia ao jardim eu a convidava para ir comigo, ela até me acompanhava ficava comigo poucos minutos e logo ia embora. Até que não quis mais voltar.
Eu também sentia muita tristeza porque não sabia como lidar com a plantas. Mas misturado com minhas preocupações em não deixá-las morrer e ainda encontrar um meio de reanimar minha mãe me acompanhava a lembrança da leitura que fiz do livro "Tempo de Esperas - O itinerário de um florescer humano" do Pe. Fabio de Melo.
Na história do livro um aposentado e bem-sucedido professor de Filosofia sugere a um admirador e aluno de Filosofia o cultivo de um jardim a fim de lidar com a dor de uma perda. (Colocarei em outro post alguns trechos do livro que me vinham à lembrança).
As nossas plantinhas, aqui em casa, ficaram bem feias e as que antes floriam não floriram durante todo ano de 2017. Mas nesse ano exatamente nesse mês de dezembro as coisas mudaram e para minha alegria e surpresa...
Ela voltou a visitar sozinha o seu jardim!
E foi por causa dessas visitas que resolvi vir compartilhar meus aprendizados ao longo dos cuidados e cultivos do jardim.
Desejo que isso possa servir como um incentivo para outras pessoas que passam por uma situação semelhante ao que "Ela, o Jardim e Eu" vivenciamos ...






Que lindo Andrea, cada dia te admiro mais e mais...
ResponderExcluirQue seu Blog seja espelho para muitos, que passam por situações semelhantes a sua, pois só quem convive com alguém portador de alguma necessidade, sabe o quão difícil é... acabamos por adoecer junto, necessitamos ser fortes para nos reerguermos, o que nem sempre é fácil, mas o fazemos por aqueles que de nós dependem!
Parabéns amiga, sucesso nesta sua nova meta, que Deus te abençoe grandemente!!!
bjusss
Ana Almeida
Muito lindo seu relato, já virei leitora oficial.
ResponderExcluirGrata pelos comentários e sejam bem vind@s.
ResponderExcluirAna Almeida, de fato essa é uma caminhada árdua mas também muito rica. Enqto estamos mergulhadas nas dores das feridas abertas não conseguimos perceber isso, porém, nos momentos que o ar nos chega para respirar é preciso olhar em torno e perceber a beleza que provoca o processo de lapidação da pedra bruta que somos.
Bjss
Não sabia de tudo isso, mas gostei desse seu "cantinho", já virei leitora... bjusss
ResponderExcluirSeja bem vind@
ExcluirLindo, Dea. Ja te admira e com posicionamento que você tomou diante da adversidade que a vida lhe ofertou. Me deixa mais feliz e admirada com a sua intervenção no seu adoecer e nos cuidados da sua mae e do seu jardim. Parabens minha linda! Que seu exemplo serva para muitos que passam e estao passando pela mesma situação! Bjs
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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ResponderExcluirObrigada Dag. Bjsssss
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